Estamos de mudança!!!
Em março nossas aulas passarão a ser em Ipanema. Um apartamento super charmoso em uma vila da Rua alberto de Campos. EStamos animadíssimas.
Vamos dividir o espaço com o Ateliê da Benvinda (grife de roupas femininas), o que é super legal, pois nossas alunas poderão ver o dia-a-dia de produção de uma marca pequena. Entender como funciona a produção, acompanhar o desenvolvimento das coleções, pilotagens, compra de tecido, escolha de aviamentos, enfim. Este trabalho "insano" que só faz quem gosta muito mesmo de roupas!!!
Agardamos uma visita de vocês em breve!!!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Longa caminhada
Temos muitas alunas adolescentes no Ateliê. Elas são bem jovens, cheias de personalidade, cada uma do seu jeito. Ainda estão na escola e são cheias de criatividade. Fazem roupas sensacionais!
Pois ontem, quinta-feira, havia junto com elas uma aluna um pouco mais velha. Com recordações incríveis. Uma das histórias é a seguinte: após ter sido criada na Tijuca, ela se mudou, ainda na adolescência, para Copacabana. A época era a dos Anos Dourados de 1950.
Após algum tempo, algumas vizinhas do prédio onde foi morar a convidaram para ir à praia. Ela foi, afinal de contas morava a poucos metros do mar. Qual não foi sua supresa quando chegou na areia: viu as meninas de Copacabana fumando!
Que susto!
"Que liberais, que saidinhas", imaginou à época.
Quando ouço hoje a conversa de nossas alunas, especialmente quando elas defendem seus pontos de vista e suas escolhas, com convicção, fico feliz com os passos que nós, mulheres, demos neste intervalo de tempo que separa os Anos Dourados deste início de sécuo XXI.
Pois ontem, quinta-feira, havia junto com elas uma aluna um pouco mais velha. Com recordações incríveis. Uma das histórias é a seguinte: após ter sido criada na Tijuca, ela se mudou, ainda na adolescência, para Copacabana. A época era a dos Anos Dourados de 1950.
Após algum tempo, algumas vizinhas do prédio onde foi morar a convidaram para ir à praia. Ela foi, afinal de contas morava a poucos metros do mar. Qual não foi sua supresa quando chegou na areia: viu as meninas de Copacabana fumando!
Que susto!
"Que liberais, que saidinhas", imaginou à época.
Quando ouço hoje a conversa de nossas alunas, especialmente quando elas defendem seus pontos de vista e suas escolhas, com convicção, fico feliz com os passos que nós, mulheres, demos neste intervalo de tempo que separa os Anos Dourados deste início de sécuo XXI.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
Refúgio
Casamento e namoro são temas recorrentes em nossas tardes e noites de costura. A mulherada se reúne e, quando percebemos, lá estamos nós falando deles. Ou delas!
O fato é que não importa se é menino ou menina o par da vez, relacionamento é coisa complicada. Ou pelo menos complicamos.
Na teoria deveria ser simples: dois seres humanos se encontram, rola uma atração, uma química, um sentimento (não necessariamente nesta ordem) e.... bingo, namoramos, ficamos ou casamos. E, como gostamos um do outro, achamos que pode durar bastante, que vamos superar os obstáculos juntos, que vamos curtir o que é bom e dividir as aflições. Enfim, que vamos investir na história porque vale à pena, já que gostamos um do outro.
Na prática, não é bem assim. O que ouvimos por aqui e por aí é que há tantas coisas entre os seres humanos, e neles próprios, que turva a visão. Aí fica dificil enxergar saídas para as questões da relação, que sempre existem, mesmo quando há o gostar.
Será que não dá para simplificar um pouquinho? A vida de forma geral já demanda tanto fora de casa que, nosso lar, o lugar que escolhemos para ficar junto com alguém, deveria ser um refúgio. Onde, com alguma criatividade e plasticidade, driblamos as lacunas da vida em nome de algo maior.
Mas, parece que toda esta flexibilidade muitas vezes fica na porta de entrada.
O fato é que não importa se é menino ou menina o par da vez, relacionamento é coisa complicada. Ou pelo menos complicamos.
Na teoria deveria ser simples: dois seres humanos se encontram, rola uma atração, uma química, um sentimento (não necessariamente nesta ordem) e.... bingo, namoramos, ficamos ou casamos. E, como gostamos um do outro, achamos que pode durar bastante, que vamos superar os obstáculos juntos, que vamos curtir o que é bom e dividir as aflições. Enfim, que vamos investir na história porque vale à pena, já que gostamos um do outro.
Na prática, não é bem assim. O que ouvimos por aqui e por aí é que há tantas coisas entre os seres humanos, e neles próprios, que turva a visão. Aí fica dificil enxergar saídas para as questões da relação, que sempre existem, mesmo quando há o gostar.
Será que não dá para simplificar um pouquinho? A vida de forma geral já demanda tanto fora de casa que, nosso lar, o lugar que escolhemos para ficar junto com alguém, deveria ser um refúgio. Onde, com alguma criatividade e plasticidade, driblamos as lacunas da vida em nome de algo maior.
Mas, parece que toda esta flexibilidade muitas vezes fica na porta de entrada.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Customizar é preciso!
O Café Costura 'deu pinta' no show do Elton John.
Todos os hits na boca do povo, segundo Guaira, minha sócia, que foi acompanhada da sua irmã, para a pista da Apoteose. Só que antes, fomos eu e as duas para o salão Vitória do Jóquei Clube, no Jardim Botânico, para um empreitada gigante. Customizar as camisetas dos convidados vips do camarote Vivo/Nokia do show.
Foi super legal para o Ateliê, mas cansativo pra cacete! Chegamos por volta as 13h30 no local para arrumarmos as máquinas e aviamentos. Às 14h 30 já tínhamos terminado tudo.
Os vips começaram a chegar por volta das 17h30, 18h. Primeiro a equipe Vivo/Nokia, funcionários das empresas e seus familiares, depois celebridades de toda a sorte, modelos, artistas, e, com eles, aspirantes a celebridades, tipo amigos de artistas e mães de modelos, por exemplo.
O fato é que dessa hora até às 21h30, quando saiu a última van, não descansamos um minuto. Era um sem parar de corta daqui, costura dali, amarra de lá. Muito tule, muito paetê, muita fita de cetim...e três modelos básicos, que foram amplamente aproveitados como inspiração,...e mais uns outros 20 que a galera resolvia inventar na hora. Perdemos a conta de quantas camisetas fizemos.
Só para mulheres. Homens não customizam camisetas pelo que entendi.
Decote em V deu de dez no Canoa.
Quanto mais cavada melhor! O calor não perdoou!
E a mulherada saiu linda, loira (quase todas o são), de cabelos lisos (salve a chapinha) e feliz com suas camisetas enfeitadas com o maior bom gosto para curtir o som que rolou na Apoteose no final de domingo!
Ponto para nós, do Café, que queremos proporcionar alegria, acolhimento e bem-estar para nossas clientes. Foi uma super oportunidade. Que venham outras!
Beijocas,
Martha
Todos os hits na boca do povo, segundo Guaira, minha sócia, que foi acompanhada da sua irmã, para a pista da Apoteose. Só que antes, fomos eu e as duas para o salão Vitória do Jóquei Clube, no Jardim Botânico, para um empreitada gigante. Customizar as camisetas dos convidados vips do camarote Vivo/Nokia do show.
Foi super legal para o Ateliê, mas cansativo pra cacete! Chegamos por volta as 13h30 no local para arrumarmos as máquinas e aviamentos. Às 14h 30 já tínhamos terminado tudo.
Os vips começaram a chegar por volta das 17h30, 18h. Primeiro a equipe Vivo/Nokia, funcionários das empresas e seus familiares, depois celebridades de toda a sorte, modelos, artistas, e, com eles, aspirantes a celebridades, tipo amigos de artistas e mães de modelos, por exemplo.
O fato é que dessa hora até às 21h30, quando saiu a última van, não descansamos um minuto. Era um sem parar de corta daqui, costura dali, amarra de lá. Muito tule, muito paetê, muita fita de cetim...e três modelos básicos, que foram amplamente aproveitados como inspiração,...e mais uns outros 20 que a galera resolvia inventar na hora. Perdemos a conta de quantas camisetas fizemos.
Só para mulheres. Homens não customizam camisetas pelo que entendi.
Decote em V deu de dez no Canoa.
Quanto mais cavada melhor! O calor não perdoou!
E a mulherada saiu linda, loira (quase todas o são), de cabelos lisos (salve a chapinha) e feliz com suas camisetas enfeitadas com o maior bom gosto para curtir o som que rolou na Apoteose no final de domingo!
Ponto para nós, do Café, que queremos proporcionar alegria, acolhimento e bem-estar para nossas clientes. Foi uma super oportunidade. Que venham outras!
Beijocas,
Martha
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Rigidez
Uma de nossas alunas contava outro dia sua odisséia ao participar de uma seleção para um processo seletivo (é isso mesmo, `seleção para um processo seletivo!`) de uma grande empresa de comunicação. Ela estava estarrecida porque a gerente de RH, ou coisa parecida, pergutava quem, das candidatas, tinha filhos. Quem, por azar, dizia sim ouvia a seguinte resposta: “não vai dar não, pois às vezes trabalhamos até as três da manhã e filho, nesse caso, só atrapalha.” Os candidatos que tinham filhos estavam liberados para participar.
É de estarrecer mesmo. Primeiro porque trabalhar até três da manhã, na boa, já está até fora de moda em um mundo em que fala-se tanto de qualidade de vida, onde tantas empresas já concluíram que tirar o sangue de funcionário não é produtivo etc. etc. E segundo, porque mulher dizer para mulher que não dá nem para tentar conseguir um trabalho porque tem filho, é sacanagem.
Sei que estão seguindo uma política da empresa. Tudo certo. Mas o fato é que não é raro as mulheres que se tornam executivas pederem tudo aquilo que fazem delas diferentes dos homens e, quem sabe, ótimas gestoras por conta disso.Quando vestem seu terno, ou melhor, tailleur, parece que deixam de lado sua feminilidade, no sentido mais amplo da palavra, e agem da mesma forma dura que seus chefes.
Será mesmo que para se impor no mundo dos homens é preciso tanta rigidez? Não acredito, sinceramente, que sensibilidade, intuição, afeto, e a própria experiência para entender que temos mesmo, por natureza, a possibilidade de ser multi não tenham valor quando somos nós a gerir uma equipe, seja onde for.
É de estarrecer mesmo. Primeiro porque trabalhar até três da manhã, na boa, já está até fora de moda em um mundo em que fala-se tanto de qualidade de vida, onde tantas empresas já concluíram que tirar o sangue de funcionário não é produtivo etc. etc. E segundo, porque mulher dizer para mulher que não dá nem para tentar conseguir um trabalho porque tem filho, é sacanagem.
Sei que estão seguindo uma política da empresa. Tudo certo. Mas o fato é que não é raro as mulheres que se tornam executivas pederem tudo aquilo que fazem delas diferentes dos homens e, quem sabe, ótimas gestoras por conta disso.Quando vestem seu terno, ou melhor, tailleur, parece que deixam de lado sua feminilidade, no sentido mais amplo da palavra, e agem da mesma forma dura que seus chefes.
Será mesmo que para se impor no mundo dos homens é preciso tanta rigidez? Não acredito, sinceramente, que sensibilidade, intuição, afeto, e a própria experiência para entender que temos mesmo, por natureza, a possibilidade de ser multi não tenham valor quando somos nós a gerir uma equipe, seja onde for.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Aí está nosso grupo do último domingo.Mais uma tarde agradável com lindos vestidos novos. Na foto, da esquerda para a direita: Martha, Iracema, Mirna, Flora e Guaira
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Era para ser simples...
Na última sexta-feira tive um conversa aqui no Ateliê que me fez pensar o final de semana todo. Falávamos sobre trabalho, sobre mulheres e trabalho. A conversa girava em torno de por que as mulheres que conquistam - sim, muitas conquistam - um tempo para si, seja porque conseguiram juntar uma grana ou porque o marido ou a família são super parceiros e bancam a tal parada na rotina profissional, muitas vezes acabam não conseguindo curtir todo o espaço que passam a ter.
Somos multi mesmo, este é o clichê, o lugar comum que nos define. Mas porque é tão difícil curtir fazer apenas duas ou quem sabe apenas três tarefas por dia e não as '34' habituais que inventamos ou acumulamos? Claro que isso não acontece com todas, mas conheço algumas que sempre trabalharam e, quando tiveram oportunidade de parar um tempo, noooossa, que complicado foi.
Era para ser simples. Era para ir a um cinema, fazer um jantar gostoso para si, amigos, companheiro (ra), filhos, família. Era para ir à praia. Era para ler, ver televisão, ficar em casa...era...era...era. Mas, não foi nada disso. Ao contrário, o que rolou foi uma grande cobrança, de ter que fazer alguma coisa, de ter que dar conta simplesmente. Cobrança muitas vezes vindas delas mesmo, diga-se de passagem, e de mais ninguém!
Podíamos ser mais simples e entender que se, ao menos respirássemos entre uma tarefa e outra, perceberíamos que há um espaço entre elas. E que se respirássemos mais um pouco, talvez algumas delas pudessem ser facilmente substituídas por espaços, por tempo, tempo livre a ser curtido simplesmente.
Somos multi mesmo, este é o clichê, o lugar comum que nos define. Mas porque é tão difícil curtir fazer apenas duas ou quem sabe apenas três tarefas por dia e não as '34' habituais que inventamos ou acumulamos? Claro que isso não acontece com todas, mas conheço algumas que sempre trabalharam e, quando tiveram oportunidade de parar um tempo, noooossa, que complicado foi.
Era para ser simples. Era para ir a um cinema, fazer um jantar gostoso para si, amigos, companheiro (ra), filhos, família. Era para ir à praia. Era para ler, ver televisão, ficar em casa...era...era...era. Mas, não foi nada disso. Ao contrário, o que rolou foi uma grande cobrança, de ter que fazer alguma coisa, de ter que dar conta simplesmente. Cobrança muitas vezes vindas delas mesmo, diga-se de passagem, e de mais ninguém!
Podíamos ser mais simples e entender que se, ao menos respirássemos entre uma tarefa e outra, perceberíamos que há um espaço entre elas. E que se respirássemos mais um pouco, talvez algumas delas pudessem ser facilmente substituídas por espaços, por tempo, tempo livre a ser curtido simplesmente.
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